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Ao menos 43 grupos estrangeiros deixaram o país em 11 anos e meio. O que esses movimentos revelam sobre custos, concorrência e emprego? 📉🇧🇷

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Ao menos 43 empresas ou grupos estrangeiros deixaram o Brasil desde maio de 2015, segundo levantamento do Poder360. 📉🇧🇷 Isso é só uma sequência de decisões globais — ou um retrato de obstáculos locais que seguem sem solução? 🧵

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Os EUA lideram a lista, com 16 saídas. Depois vêm Reino Unido (6), Japão (4), Alemanha e França (3 cada). Quando negócios de origens e setores tão diferentes recuam, a pergunta é: o problema está nas empresas, no mercado ou nos dois?

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A lista atravessa automóveis, alimentos, eletrônicos, beleza, moda, medicamentos, cimento e metais. Não é um único setor em crise. Mas cada saída tem o mesmo efeito prático: fornecedores, trabalhadores e cidades ficam mais expostos.

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Muitas companhias falam em “reestruturação global”, revisão de portfólio e nova estratégia. Faz sentido — multinacionais realocam capital o tempo todo. Mas até que ponto esse discurso também evita nomear impostos complexos, logística cara e dólar pressionado?

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A pandemia pesou: 17 saídas ocorreram no período mais afetado pela covid-19. Só que atribuir tudo à crise sanitária simplifica demais. O Brasil conseguiu transformar a recuperação em previsibilidade suficiente para quem planeja investir por décadas?

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Ford, em 2021, e Mercedes-Benz, antes dela, viraram símbolos do debate. Custos, queda nas vendas e ambiente econômico entraram na conta. A questão não é proteger empresas a qualquer preço: é criar regras estáveis, infraestrutura e qualificação que sustentem empregos.

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Também há um contraponto incômodo: concorrência forte e hábitos locais diferentes derrubaram algumas apostas estrangeiras. Então, o Brasil é um mercado “difícil” — ou um mercado grande demais para estratégias importadas e pouco adaptadas? Essa distinção muda toda a resposta.

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Saída de multinacional não é automaticamente fracasso nacional, assim como entrada de capital não é garantia de desenvolvimento. O indicador decisivo deveria ser outro: o país está formando empresas, cadeias produtivas e empregos capazes de permanecer quando o capital muda de rota?

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