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Resumo em 10 segundos

Comida, água, luz e gás viraram os maiores vilões do orçamento — e o impacto vai muito além da conta bancária. 💸

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Mais da metade dos trabalhadores brasileiros chega ao fim do mês sem dinheiro para todas as despesas. São 53%, segundo levantamento da Serasa Experian. E os gastos que mais apertam são justamente os básicos: comida e contas da casa. 💸🧵

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Na prática, 47% precisam recorrer a alguma saída extra para fechar as contas: crédito, ajuda, bico, empréstimo ou parcelamento. Outros 6% simplesmente terminam o mês no vermelho, sem nenhuma alternativa.

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Entre quem não consegue pagar tudo, 78% apontam a alimentação como peso no orçamento. Água, luz e gás vêm logo atrás, com 72%. Não é sobre “gastar demais”: para muita gente, o aperto começa no indispensável.

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A lista segue com financiamento de imóvel ou veículo (44%), itens de consumo como roupas e utilidades (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%). Quando o básico sobe, qualquer imprevisto vira uma bola de neve.

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E a conta não para no banco. Entre pessoas que enfrentaram problemas financeiros nos últimos cinco anos, 44% citaram irritabilidade e insônia. Também aparecem depressão, dores físicas, mudanças de peso e isolamento social.

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No trabalho, o reflexo é direto: 51% relatam estresse, 46% exaustão extrema e 35% queda de atenção. Pressão financeira não fica em casa — ela afeta saúde, produtividade e a própria estabilidade profissional.

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A pesquisa ouviu 1.008 profissionais, CLT e PJs, entre 12 e 30 de junho. O dado ficou quase igual ao de 2025, quando eram 54%. Ou seja: não parece um aperto passageiro, mas um custo de vida que continua alto demais.

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Quando alimentação e energia disputam espaço com aluguel, transporte e dívidas, “organizar as finanças” sozinho não resolve tudo. O número de 53% mostra uma realidade estrutural: trabalhar não deveria significar viver permanentemente no limite.

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