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Resumo em 10 segundos

Bragança Paulista abriu um mutirão gigante para reduzir filas — mas faltas sem aviso já ameaçam desperdiçar vagas. Quem perde quando um horário fica vazio? 🏥

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Bragança Paulista quer realizar mais de 80 mil procedimentos até dezembro — mas, no 1º dia, 38% dos pacientes agendados faltaram. Como reduzir filas se tantas vagas ficam ociosas? 🏥🧵

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O 2º Mutirão da Saúde prevê atender mais de 45 mil pessoas, com consultas, exames e cirurgias municipais. São cerca de 400 atendimentos por dia, todos os dias, das 7h às 20h. A capacidade existe: ela está chegando a quem precisa?

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O investimento é de R$ 11 milhões de recursos municipais. É muito dinheiro e uma oportunidade real de diminuir esperas. Mas um horário perdido não é só uma cadeira vazia: pode ser o exame adiado de alguém que aguarda há meses.

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Os números expõem o problema: na cirurgia vascular, 12 de 15 pacientes faltaram. Na ortopedia, foram 66 ausências entre 103 agendados. Na urologia, 29 de 47 não compareceram. Por que tanta gente confirma e não consegue ir?

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Culpar o paciente resolve? Talvez a pergunta certa seja outra: os lembretes chegam? Há transporte, dinheiro para deslocamento, liberação do trabalho, acompanhante e informação clara? Faltar pode ser escolha — mas também pode revelar barreiras invisíveis.

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A Secretaria orienta avisar pelo WhatsApp do Saúde Digital ou pela Unidade de Saúde quando não for possível comparecer. Cancelar com antecedência permite chamar outra pessoa da fila. Mas o sistema consegue preencher essa vaga a tempo?

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Mutirões ajudam a enfrentar o represamento, mas não substituem uma rede com acesso contínuo, equipes suficientes e agendamento eficiente. A meta não deveria ser apenas produzir 80 mil procedimentos — e sim garantir que cada vaga chegue a quem espera.

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