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Resumo em 10 segundos

🏥 Promessas de novos hospitais ganham votos, mas prevenção, saneamento e atenção básica seguem ficando para depois. Até quando?

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Mais hospitais são a resposta para a crise de saúde na Amazônia? 🏥🧵 Candidatos prometem obras e ampliações, mas ignorar prevenção não mantém um sistema preso ao ciclo de adoecer, internar e superlotar?

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O contraste é brutal: a Amazônia Legal tem média de 1,70 médico por mil habitantes. No Sudeste, são 3,76 — e a região concentra 51% dos médicos do país. Como falar em acesso universal se profissionais seguem tão concentrados?

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No Amazonas, 19,53% das internações em 2024 foram por condições sensíveis à atenção primária, segundo o DataSUS. A média nacional foi 15,4%. Quantas dessas internações poderiam ser evitadas com consulta, vacina e acompanhamento perto de casa?

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Construir hospital é visível; evitar que alguém precise dele, nem tanto. Mas por que uma política que reduz sofrimento, deslocamentos longos e gastos públicos recebe menos destaque que uma inauguração com fita e placa?

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E há um fator que não cabe dentro de uma enfermaria: saneamento. Na Amazônia Legal, 82,4% da população não tinha coleta de esgoto; no Amazonas, 85,8%. Que tipo de prevenção é possível quando o básico ainda falta?

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O Instituto Trata Brasil estima que universalizar água e esgoto geraria R$ 2 bilhões em ganhos para a saúde na região. Não parece mais racional investir antes da doença — e não apenas quando ela já virou emergência?

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Hospital é indispensável, claro. Mas saúde pública não começa na porta do pronto-socorro: começa na água limpa, na equipe de bairro, na vacinação e no diagnóstico precoce. A pergunta é simples: vamos medir promessas por prédios ou por vidas poupadas?

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E aí, o que você achou?