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Resumo em 10 segundos

A meta da OMS foi atingida na Terra Yanomami — mas o que ainda falta para interromper de vez a transmissão? 🦟👁️

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O Brasil alcançou 85,4% de cobertura com ivermectina contra a oncocercose na Terra Yanomami — o último foco ativo da doença nas Américas. 🦟👁️ A meta da OMS foi batida, mas ela basta para zerar a transmissão? 🧵

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A oncocercose é causada pelo verme Onchocerca volvulus e transmitida pelo borrachudo, ou pium. As larvas podem se espalhar pelo corpo, provocar coceira e lesões na pele — e, nos casos graves, atingir os olhos. Por que uma doença evitável ainda ameaça a visão?

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A boa notícia: o Brasil não registra cegueira por oncocercose atualmente. O último comprometimento ocular associado à doença, uma ceratite esclerosante, foi identificado em 2012. Mas, se a cegueira é irreversível, faz sentido relaxar antes da eliminação?

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A ivermectina reduz as microfilárias no organismo. Com tratamento coletivo contínuo, diminui a chance de pessoas infectadas desenvolverem sintomas e mantém menos reservatórios humanos para o parasita. Prevenção em massa é simples na teoria; e na logística amazônica?

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A cobertura considera a população elegível em risco. Gestantes, pessoas gravemente doentes e crianças menores de 5 anos — ou com menos de 90 cm e 15 kg — não recebem o medicamento. Como garantir proteção coletiva também para quem precisa ficar de fora?

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Desde os anos 1990, o foco está delimitado à Terra Indígena Yanomami, entre Roraima, Amazonas e a fronteira venezuelana. Chegar regularmente às comunidades exige equipes, transporte, vigilância e diálogo. Saúde indígena pode depender de ações intermitentes?

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A meta é eliminar a oncocercose como problema de saúde pública até 2030. Os 85,4% mostram avanço real, mas a pergunta decisiva é outra: o país sustentará essa cobertura até interromper a transmissão — sem deixar comunidades remotas para trás?

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