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🌊 A ciência produzida na Amazônia quer mudar o centro do debate climático. Estamos ouvindo quem mede as transformações onde elas acontecem?

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Os rios da Amazônia estão mudando — e a ciência feita na própria região quer colocar esse alerta no centro da COP31. 🌊🧵 Em Macapá, pesquisadores discutiram o que o Brasil aprendeu, e o que ainda insiste em ignorar, sobre clima e água.

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O debate “Balanço crítico e lições para a ciência brasileira rumo à COP31”, da Academia Brasileira de Ciências, reuniu pesquisadores para uma pergunta incômoda: como preparar respostas climáticas sem compreender profundamente os sistemas de água do país?

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Na Amazônia, rios não são apenas paisagem. Eles regulam ecossistemas, abastecem comunidades, sustentam pesca, transporte e modos de vida. Se seus ciclos se alteram, quem sente primeiro — e quem costuma ser ouvido por último?

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Adalberto Val, do INPA e vice-presidente da ABC na Região Norte, destaca a importância de produzir ciência onde os impactos acontecem. Mas por que evidências geradas na Amazônia ainda disputam espaço com decisões tomadas tão longe dela?

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O foco nos sistemas hidrológicos vai além de medir cheias e secas. É investigar temperatura, chuvas, qualidade da água e efeitos em cadeia sobre florestas, biodiversidade e populações humanas. Dá para tratar essa complexidade com soluções simplistas?

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A COP31 será mais útil se incorporar conhecimento local, monitoramento contínuo e ciência brasileira robusta. Não basta levar a Amazônia como símbolo: é preciso considerar seus dados, seus pesquisadores e as realidades de quem vive às margens dos rios.

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A pergunta que fica: vamos esperar uma nova seca extrema ou cheia histórica para reconhecer que a Amazônia é laboratório vivo da crise climática? Ou a ciência produzida ali finalmente orientará as decisões antes que os danos se tornem irreversíveis?

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