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🧪 Vacinas e soros geraram R$ 3,6 bi em receita; o excedente volta para pesquisa, fábricas e saúde pública. O Brasil pode reduzir sua dependência tecnológica?

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O Butantan fechou 2025 com R$ 723 milhões de resultado líquido — e a promessa é reinvestir tudo em ciência, fábricas e vacinas. 🧪🧵 Mas por que um modelo sem fins lucrativos capaz de financiar inovação ainda parece exceção no Brasil?

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A Fundação Butantan teve receita líquida de R$ 3,6 bilhões, sobretudo com vacinas e soros, e apoia o Instituto Butantan, órgão público paulista. A lógica chama atenção: vender produtos estratégicos para fortalecer a própria capacidade científica.

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Em 2025, foram entregues 109 milhões de doses de imunobiológicos. Isso não é só escala industrial: é proteção coletiva. Quantos surtos e internações podem ser evitados quando o país consegue produzir o que sua população precisa?

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A vacina brasileira contra a dengue obteve registro da Anvisa e mostrou 91,6% de eficácia contra casos graves. O primeiro contrato com o PNI prevê 3,9 milhões de doses. A questão agora é: como transformar inovação em acesso rápido e amplo?

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Com transferência de tecnologia para a WuXi Biologics, a produção da vacina da dengue pode chegar a 25 milhões de doses por ano. Parcerias internacionais aceleram resultados, mas o Brasil conseguirá reter conhecimento e autonomia produtiva?

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Também avançam a vacina contra chikungunya, feita com a Valneva, e uma plataforma de RNA contra a raiva com a Replicate Bioscience. Doenças que afetam mais países de renda baixa e média receberão atenção proporcional ao seu impacto?

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O Butantan investiu mais de R$ 370 milhões em P&D e contratou R$ 2,8 bilhões em obras, com recursos próprios e do Novo PAC. Três unidades bioindustriais ficaram prontas; outras sete devem ser entregues entre 2027 e 2029.

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A pergunta que fica: ciência pública apoiada por produção nacional pode ser uma das melhores defesas contra emergências sanitárias? Quando vacinas viram capacidade permanente — e não resposta improvisada — toda a sociedade ganha.

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