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Roberto Waack defende que o Brasil lidere a agenda do capital natural. A pergunta é: vamos transformar riqueza ambiental em desenvolvimento real? 🌿💰

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A Amazônia pode virar o maior ativo econômico do Brasil — ou continuar sendo explorada como se fosse infinita. 🌿💰 Roberto Waack defende que o País lidere a discussão global sobre “capital natural”. Mas estamos prontos para precificar a natureza? 🧵

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Capital natural é dar valor econômico aos serviços da natureza: água, ar, biodiversidade, minérios e captura de carbono. Se empresas dependem desses recursos para produzir, por que esse custo ainda quase nunca aparece na conta final?

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A proposta vai além de discurso verde: medir esses ativos e conectar os resultados a incentivos fiscais, crédito de bancos de desenvolvimento e reconhecimento de municípios e proprietários que conservam. Mas como evitar que isso vire só um selo?

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O desafio central é empresarial: conservar precisa competir — e vencer — financeiramente atividades predatórias. Hoje, quem mantém a floresta em pé recebe menos retorno do que quem destrói. Que mercado funciona com esse incentivo invertido?

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Waack também aponta um gargalo básico: a infraestrutura amazônica é “absurda”. Saneamento, educação, logística e conectividade não são apenas obras; são condições para uma bioeconomia que gere renda local. Desenvolvimento para quem, exatamente?

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Onde o Estado e oportunidades formais não chegam, avançam garimpo ilegal, madeira de origem criminosa e grilagem — inclusive como mecanismos de lavagem de dinheiro. Dá para falar em investimento sustentável sem organizar territórios e combater essas redes?

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O Brasil tem escala ambiental para pautar o mundo. Mas liderança não se constrói apenas em conferências: exige métricas confiáveis, financiamento, fiscalização e benefícios concretos para quem vive na floresta. A pergunta é simples: quanto vale não destruir?

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