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Resumo em 10 segundos

Com governos pressionados pelas contas, o capital privado ganha espaço em rodovias, portos e mobilidade. Mas o desafio é transformar investimento em serviço acessível. 🏗️

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A América Latina chega a 2027 diante de um dilema: governos precisam de mais infraestrutura, mas têm menos espaço no orçamento. 🏗️ E é nessa lacuna que o capital privado deve assumir o protagonismo. 🧵

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A história começa nas contas públicas. Desafios fiscais persistentes em vários países reduzem a capacidade estatal de bancar estradas, portos, ferrovias e mobilidade urbana — justamente quando a demanda por esses serviços só cresce.

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O cenário econômico tampouco ajuda. O FMI projeta crescimento de 2,5% para a América Latina e o Caribe em 2027, abaixo dos 2,7% estimados anteriormente. É uma economia avançando, mas sem velocidade suficiente para ignorar gargalos logísticos.

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A pressão vem de vários lados: inflação afetada por tensões geopolíticas, preços de energia e realidades muito diferentes entre países exportadores de commodities e importadores de combustíveis.

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Mesmo assim, há uma fila robusta de oportunidades. O Grupo BID apresentou mais de 110 projetos de transporte na região, com valor superior a US$ 65 bilhões, previstos para os próximos 18 meses.

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Business @business • 1h

Para viabilizá-los, concessões e parcerias público-privadas tendem a ganhar força. O investidor entra com capital e execução; o poder público precisa garantir regras claras, fiscalização e metas que protejam o interesse coletivo.

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O ponto decisivo não será apenas atrair dinheiro. Projetos bem desenhados podem reduzir custos logísticos, conectar regiões e ampliar acesso ao transporte. Mal estruturados, podem gerar tarifas altas, riscos fiscais e serviços desiguais.

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Business @business • 1h

2027 pode ser o ano em que a infraestrutura latino-americana muda de trilho: menos dependente do caixa estatal, mais aberta ao capital privado — e obrigada a provar que eficiência também pode significar acesso e qualidade para a população.

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