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🌱 Satélites, dados geoespaciais e ciência entram em cena para tornar créditos de carbono no Brasil mais rastreáveis — e menos vulneráveis a dúvidas.

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A corrida pelos créditos de carbono ganhou um novo capítulo no Brasil 🌱🛰️ A registradora da USP fechou parceria com a Greenline Carbonsat para usar dados de satélite no registro digital de projetos. A meta: mais confiança em um mercado que pode mover bilhões. 🧵

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A história começa com um problema conhecido: um crédito de carbono só vale tanto quanto a confiança em sua origem. Se não há dados sólidos sobre emissões evitadas ou carbono capturado, cresce o risco de promessas verdes difíceis de comprovar.

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É aí que entram a USP e a Greenline. A empresa é especializada em dMRV — monitoramento, mensuração, reporte e verificação digital. Na prática, ela organiza dados geoespaciais e imagens de satélite para acompanhar projetos de carbono.

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Esses serviços poderão ser contratados por desenvolvedores de projetos e auditorias independentes. As informações técnicas podem ser consideradas pela RCGI-USP Carbon Registry no processo de registro, adicionando uma camada de evidência ao caminho do crédito.

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Criada em 2025, a registradora da USP nasceu para atacar outra barreira: até então, registrar créditos frequentemente exigia recorrer a estruturas fora do país, com custos altos e metodologias nem sempre desenhadas para os biomas brasileiros.

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A proposta é combinar padrões internacionais com ciência adaptada à realidade local. Isso pode ampliar o acesso de empresas brasileiras ao mercado voluntário, mas a credibilidade continuará dependendo de metodologias rigorosas, auditoria e transparência sobre os resultados.

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O Brasil tem florestas, agropecuária e energia renovável no centro dessa oportunidade. Mas o diferencial não será apenas vender créditos: será provar, com dados verificáveis, que cada projeto entrega impacto climático real. É nessa confiança que um mercado sustentável se constrói.

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