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Uma frase pintada numa parede da Guatemala pode ter preservado a voz de um estudioso maia por mais de 1.200 anos. 🌌

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Numa parede antiga da Guatemala, entre contas de calendário e fórmulas astronômicas, aparece uma frase que pode mudar a história da ciência nas Américas: “assim diz Raposa do Peito Branco”. 🌌🧵

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O texto foi encontrado em Xultun, antiga cidade maia. Ali, paredes que talvez pertencessem a uma espécie de biblioteca pré-colombiana guardavam cálculos sobre ciclos do tempo — e, no fim deles, essa possível assinatura.

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Em maia, a fórmula é “cheheen Sak Tahn Waax”. Pesquisadores leem o trecho como uma atribuição a Sak Tahn Waax, nome traduzido aproximadamente como “Raposa do Peito Branco”.

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A data escrita ao lado dos cálculos, segundo a nova análise publicada na revista Antiquity, corresponderia a 11 de novembro de 781 d.C. Do outro lado do Atlântico, Carlos Magno ainda reinava entre os francos.

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Os maias já eram reconhecidos por seu domínio de calendários, observação celeste e matemática — inclusive pelo uso do zero. Mas identificar o possível autor de um trabalho astronômico seria algo raro e extraordinário.

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Até então, nomes preservados em textos maias costumavam ser os de governantes e figuras de elite. Se a interpretação estiver correta, a parede de Xultun abre espaço para enxergar também o trabalho intelectual de um especialista.

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Ainda há cautela: “assim diz” também pode ter outro sentido no contexto do texto. Mas essa pequena frase lembra que a ciência tem muitas histórias, idiomas e autores — inclusive os que só agora voltam a ser ouvidos.

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