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Um fóssil chinês de 149 milhões de anos sugere que, no começo da história das aves, voar não era o único caminho. 🦖🪶

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Uma ave de 149 milhões de anos encontrada na China pode ter feito algo inesperado: desaprendido a voar — ou seguido uma linhagem que preferiu o chão. 🦖🪶🧵

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O fóssil ganhou o nome de Yuezhuornis yangyuanensis. Tinha cerca de 50 cm, dentes no maxilar e na mandíbula e viveu no Jurássico, muito antes de as aves modernas dominarem os céus.

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À primeira vista, ela pertence aos Avialae: o ramo evolutivo que reúne aves atuais e seus parentes extintos mais próximos. Mas seu corpo conta uma história diferente da esperada.

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As patas dianteiras eram curtas demais para funcionar como asas eficientes. Já as traseiras, longas e delgadas, indicam um animal bípede mais adaptado a circular pelo solo do que a decolar.

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No segundo dedo do pé, havia uma garra grande em forma de foice. É um detalhe que reforça a imagem de um bicho terrestre — possivelmente usando os pés para caça, defesa ou disputa por território.

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A descoberta, descrita na Nature por pesquisadores liderados por Min Wang, mostra que a origem das aves não foi uma escada reta rumo ao voo. Houve tentativas, especializações e caminhos evolutivos que ficaram pelo chão.

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Essa é a beleza de um fóssil incompleto: ele não entrega só uma espécie nova. Ele desmonta certezas. Há 150 milhões de anos, entre dinossauros e penas, a evolução já experimentava muitos jeitos de ser ave.

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