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Cristiana Simão Seixas recebeu o Prêmio Marta Vannucci 2026 por uma trajetória que conecta ciência, conservação e bem-estar humano. 🌊🔬

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Uma pesquisadora com raízes em Adamantina acaba de receber um dos reconhecimentos nacionais mais simbólicos da ciência do oceano. 🌊🔬 Cristiana Simão Seixas venceu o Prêmio Marta Vannucci para Mulheres na Ciência do Oceano – edição 2026. 🧵

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Bióloga, mestre em Ecologia pela Unicamp e doutora no Canadá, Cristiana atua desde 2008 no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam/Unicamp). Seu foco: entender como conservar a natureza pode gerar bem-estar humano e desenvolvimento sustentável.

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O prêmio, entregue no Instituto de Estudos Avançados da USP, reconhece mulheres que combinam produção científica, inovação, liderança e defesa da sustentabilidade marinha. Bianca Rangel também foi homenageada na cerimônia.

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Mais que uma medalha individual, a premiação expõe uma questão estrutural: quem ocupa os espaços de decisão na ciência? Cristiana destacou que eles ainda são majoritariamente masculinos — realidade que afeta prioridades de pesquisa, financiamento e reconhecimento.

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Ela também falou da rede de apoio que permitiu conciliar maternidade e carreira desde o pós-doutorado. Não é detalhe biográfico: sem condições reais de permanência, a ciência perde talentos, perspectivas e perguntas essenciais para enfrentar crises ambientais.

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Cristiana viveu em Adamantina dos 3 aos 15 anos e estudou na EE Professora Fleurides Cavallini Menechino. Sua trajetória lembra que vocações científicas podem nascer longe dos grandes centros — mas precisam de educação pública, oportunidades e redes para florescer.

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“Mesmo no mar turbulento da ciência convencional é possível nadar contra a corrente e fazer a diferença”, resumiu Cristiana. Em tempos de oceano sob pressão climática, reconhecer quem produz conhecimento comprometido com a conservação é também uma escolha de futuro.

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