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🎓 Uma nova lei na Flórida encerrou descontos para estudantes de 11 países. Para muitos, estudar nos EUA deixou de ser um plano possível.

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Natalia Rojas escolheu a Universidade da Flórida por uma bolsa que tornava o sonho possível. Agora, ela acabou. 🎓🧵 A nova lei do estado eliminou um programa que podia reduzir em mais de 80% a mensalidade de estudantes internacionais.

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Aos 21 anos, no último ano de Ciência da Computação, Natalia lembra que a bolsa foi o motivo de sua chegada aos EUA. Pelo programa Flórida–Costa Rica, ela pagava a tarifa destinada a residentes do estado — não a cobrança internacional.

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A diferença não era pequena: em alguns casos, chegava a US$ 28 mil por ano. O Florida Linkage Institution Scholarships atendia estudantes de 11 países e abria uma porta para universidades públicas que, sem auxílio, se tornam inacessíveis.

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Em maio, o governador Ron DeSantis sancionou a HB 905, chamada de Lei de Restrição à Interferência Estrangeira. A justificativa: conter influência de organizações e governos considerados ameaça à segurança da Flórida.

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Mas a medida encerrou todos os programas de ligação, embora só um tivesse conexão com um dos países apontados pela lei: a China. Para críticos, é possível reforçar a segurança sem transformar estudantes e intercâmbios acadêmicos em danos colaterais.

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A deputada Yvonne Hayes Hinson, de Gainesville, alertou que a decisão fecha oportunidades tanto para alunos estrangeiros quanto para moradores da Flórida. Universidades não são apenas salas de aula: são pontes entre países, pesquisa e trabalho qualificado.

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Há também uma conta econômica. Estudantes internacionais injetaram US$ 1,5 bilhão na economia da Flórida em 2023, segundo a NAFSA. Quando uma política corta acesso à educação, o efeito vai além de uma matrícula: alcança cidades, empregos e futuros que deixam de se encontrar.

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