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Resumo em 10 segundos

183 estreantes chegam à Câmara em 2027. Os números de raça e representação indígena mostram que renovação não significa, automaticamente, mais diversidade. 🏛️

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A próxima Câmara terá 183 deputados e deputadas em primeiro mandato: renovação de 35,67% entre as 513 cadeiras. 🏛️🧵 Mas, por trás da palavra “renovação”, há uma disputa maior: quem passa a ter voz em Brasília?

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A história começa com dois movimentos ao mesmo tempo. De um lado, 301 parlamentares foram reeleitos — 58,6% da Casa. De outro, 29 ex-deputados voltam ao plenário. Ou seja: há rostos novos, mas a experiência e as estruturas políticas seguem muito presentes.

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O índice de estreantes ficou perto do observado em 2022, quando chegou a 39,3%. A Câmara se oxigena, mas sem uma ruptura. A nova legislatura tomará posse em 1º de fevereiro de 2027 e seguirá até janeiro de 2031.

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No recorte racial, 135 eleitos se autodeclararam pretos ou pardos: 26,3% das cadeiras. É um número relevante, mas menor que os 139 de 2022 — mesmo com pessoas negras representando 49,64% das candidaturas registradas pelo TSE para todos os cargos.

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A distância fica ainda mais evidente entre os povos indígenas. Foram 73 candidaturas à Câmara, mas apenas três eleitos: Paulo Guedes (PT-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (PSol-SP). A bancada cai de cinco para três nomes.

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Três cadeiras equivalem a cerca de 0,58% da Câmara. Para povos que defendem territórios, direitos sociais e políticas ambientais diretamente afetadas por decisões do Congresso, representação não é detalhe: ajuda a definir quem participa das escolhas nacionais.

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A próxima Câmara chega com 183 estreantes, mas o retrato revela um desafio: renovar cadeiras é diferente de democratizar poder. De 2027 a 2031, cada votação mostrará se essa Casa será capaz de ouvir um Brasil tão diverso quanto o que representa.

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