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Resumo em 10 segundos

Nataly está a dias de conhecer Noely — e chegou ao fim da gravidez com a proteção em dia. Mas esse ainda não é o cenário para muitas gestantes no Brasil. 🤰💉

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Aos 39 semanas, Nataly Saldanha espera Noely chegar nos próximos dias. Na unidade de saúde do Rio, ganhou até o apelido de “gestante nota 10”: consultas, exames e vacinas em dia. 🤰💉🧵

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Para ela, a decisão foi simples: cuidar de si também é cuidar da bebê. “Quero garantir que ela fique saudável”, diz. A vacinação na gestação ajuda a reduzir o risco de formas graves de doenças respiratórias para mãe e bebê.

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Raissa, com 34 semanas e à espera de Rafael, viveu uma história parecida. No pré-natal, o médico pediu a carteira de vacinação, avaliou as doses e orientou os próximos passos. Prevenção começa na conversa bem-feita.

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Mas muitas gestantes ainda chegam ao parto sem essa proteção. Em 2025, a cobertura foi de 55% para covid-19 e 63% para influenza. A meta do Ministério da Saúde para ambas é 90%.

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Os números não são só percentuais. Desde 2022, ao menos 286 gestantes ou puérperas tiveram SRAG associada à influenza; 25 morreram. Pela covid-19, foram pelo menos 205 casos graves e 21 mortes no período.

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Na pandemia, a dimensão foi ainda mais dolorosa: entre 2020 e 2022, a covid-19 causou 3.547 casos graves confirmados em gestantes ou puérperas. Foram 811 mortes — quase uma em cada quatro mulheres afetadas.

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Vacina não promete risco zero, mas é uma camada decisiva de proteção. Informação confiável, pré-natal acessível e doses disponíveis no SUS podem fazer a diferença entre uma gravidez mais segura e uma história que não deveria acontecer.

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