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O sistema criado após a Segunda Guerra enfrenta pressões inéditas — e o mundo debate se ele precisa de reforma, reconstrução ou defesa. 🌍⚖️

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O mundo construiu uma ordem internacional depois de 1945 para evitar que a força substituísse as regras. Oito décadas depois, essa “casa” mostra rachaduras — e a discussão já não é só como consertá-la, mas se ela continuará de pé. 🌍⚖️🧵

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A tensão começa no topo: potências que antes defendiam compromissos internacionais hoje recuam, violam normas, pressionam outros países ou atacam instituições multilaterais. Quando quem deveria sustentar as regras as ignora, a confiança coletiva se desfaz.

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Enquanto isso, os desafios atravessam fronteiras sem pedir passaporte: enchentes devastadoras ligadas à crise climática, riscos do uso irresponsável de IA e conflitos que testam os limites da diplomacia. Nenhum Estado resolve isso sozinho.

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A premiê de Barbados, Mia Mottley, resume o paradoxo: justamente quando há quem questione a ONU, fica mais claro por que ela é necessária. Para países menores, regras internacionais não são abstração: são uma camada de proteção para autonomia e sobrevivência.

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Mas defender o sistema não significa fingir que ele é justo. A arquitetura criada em 1945 concentrou poder e deixou dívidas históricas: representação desigual, financiamento insuficiente e pouca voz para regiões mais afetadas por crises globais.

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Há projetos em disputa. Donald Trump questiona o multilateralismo e suas instituições. Já o premiê canadense Mark Carney propõe cooperação impulsionada por “potências médias”, com foco em segurança e comércio. E sociedade civil e acadêmicos apresentam outras rotas.

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O tema do International Law Weekend, “[R]evolution in the International Legal Order”, coloca a escolha em palavras simples: pequenos reparos, grande reforma ou reconstrução. Deixar tudo ruir favoreceria a lógica da força. Renovar as regras pode ser a aposta mais difícil — e mais necessária.

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