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Paris, Lyon, Marselha e outras cidades tiveram incêndios e saques após atos contra o custo de vida. Agora, o governo fala em restrições localizadas. 🇫🇷

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A França pode adotar toques de recolher bem pontuais em cidades atingidas por tumultos e saques após protestos contra o custo de vida e as condições das escolas. 🇫🇷🧵

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Segundo o premiê Sébastien Lecornu, prefeitos regionais receberam orientação para definir medidas “muito limitadas” e localizadas. Os detalhes das áreas afetadas seriam divulgados nesta segunda-feira.

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No domingo, grupos incendiaram lixeiras, bicicletas e objetos nas ruas; lojas foram saqueadas em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades. Prédios públicos, incluindo prefeituras, também entraram na mira.

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Pelo menos 2.400 pessoas foram presas em todo o país. Lecornu disse que, apesar dos grandes danos, ninguém morreu — algo que classificou como um “milagre”.

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O ministro do Interior, Laurent Nuñez, chegou a entregar a renúncia, dizendo ser responsável pelo que ocorreu. Macron recusou: quer continuidade no comando policial, mas também transparência sobre falhas de planejamento e inteligência.

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O episódio mostra um desafio delicado: conter violência e proteger trabalhadores, moradores e pequenos comércios sem transformar medidas de exceção em resposta automática a uma crise social real. Segurança e escuta pública precisam andar juntas.

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