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⚖️ A sentença de 25 anos contra Hashim Thaçi reabre feridas da guerra de Kosovo — e põe memória, justiça e reconhecimento internacional no centro do debate.

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⚖️ Hashim Thaçi, ex-presidente de Kosovo e uma das figuras mais reverenciadas do país, foi condenado a 25 anos por crimes de guerra em Haia. A decisão mexe com a história de uma nação que ainda vive as marcas do conflito dos anos 1990. 🧵

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Para entender o impacto, é preciso voltar a 1998-1999. Kosovo vivia repressão em massa sob o regime de Slobodan Milošević, então líder da Iugoslávia. O conflito levou à intervenção da OTAN, com 78 dias de bombardeios.

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Thaçi era diretor político do Exército de Libertação do Kosovo (KLA), grupo armado albanês-kosovar. Depois da guerra, tornou-se primeiro-ministro e presidente — visto por muitos como um dos “pais fundadores” do Kosovo independente.

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A acusação não julga a independência de Kosovo nem apaga a violência sofrida pela população kosovar. O foco são supostos crimes cometidos por integrantes do KLA. Essa distinção é essencial: vítimas não deveriam ser invisibilizadas por nenhum lado.

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O caso corre nas Câmaras Especializadas de Kosovo: um tribunal baseado em Haia, com juízes e promotores internacionais, mas formalmente ligado à legislação kosovar. Em Kosovo, ele é impopular; para governos europeus, é uma ferramenta de responsabilização.

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Há também uma camada geopolítica. Kosovo declarou independência da Sérvia em 2008, mas segue sem reconhecimento universal e encontra barreiras para entrar em organizações internacionais. Cada crise interna repercute nessa disputa por legitimidade.

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Thaçi e outros três réus pretendem recorrer. Independentemente do resultado final, o processo expõe um dilema pós-guerra: construir instituições democráticas exige honrar a resistência de um povo, sem transformar líderes em figuras acima da lei.

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