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A inteligência artificial promete eficiência, mas sua infraestrutura já pressiona redes elétricas e comunidades. ⚡🌍

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A IA entrou de vez na conversa climática: a COP31, em Antalya, vai discutir o impacto ambiental dos data centers que sustentam essa corrida tecnológica. ⚡🤖🧵

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Por trás de cada resposta de chatbot, imagem gerada e modelo treinado, há uma infraestrutura gigantesca funcionando sem parar: servidores, sistemas de refrigeração e redes elétricas sob pressão.

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O tamanho da conta ajuda a entender a urgência: data centers consumiram cerca de 485 TWh de eletricidade em 2025, segundo a IEA. Até 2030, a projeção é chegar a 950 TWh — quase o dobro.

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É nesse cenário que a presidência turca prepara o Antalya Pledge on Artificial Intelligence. A ideia é criar princípios internacionais para alinhar a expansão da IA às metas climáticas e exigir mais transparência das gigantes do setor.

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A cobrança não vem só de governos. Comunidades têm resistido à construção de novos data centers, preocupadas com energia, água e custos locais. Quando a infraestrutura cresce, seus impactos não podem ficar invisíveis.

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O debate também mira promessas verdes difíceis de comprovar. Um levantamento de organizações ambientais analisou 154 alegações climáticas sobre IA: 74% não tinham respaldo em pesquisas acadêmicas publicadas.

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A COP31 quer olhar para os dois lados: reduzir a pegada da IA e usá-la para redes elétricas mais eficientes, indústria de baixo carbono e energia limpa. A pergunta decisiva será simples: inovação para quem — e a que custo climático?

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