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Em poucos dias, reservas e confiança foram colocadas à prova — e a conta pode chegar na vida real das pessoas 🇦🇷🧵

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Argentina gasta cerca de US$ 1 bilhão em dois dias para tentar segurar a queda do peso 🧵 Segundo a Bloomberg, a corrida ao câmbio virou emergência política e econômica. Vou contar como isso virou um teste decisivo para Milei.

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A história começou com a moeda ultrapassando a faixa de câmbio acordada com o FMI — sinal vermelho para risco de nova espiral inflacionária. Em três dias as autoridades venderam US$ 53M, US$ 379M e US$ 678M: cerca de US$ 1,11 bi em intervenções.

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No centro do enredo está a política: as reformas liberais de Milei, antes aplaudidas pelos mercados, perderam força após derrotas eleitorais e a vitória peronista em Buenos Aires. Resultado? Confiança abalada, saída de investidores e uma queda do peso de ~7% pós-eleição.

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Para quem vive na rua, a narrativa não é só técnica. Cada ponto de inflação corrói salário, aposentadoria e acesso a serviços. Há um dilema: ajustes profundos sem proteção social podem aumentar desigualdades; transparência e diálogo social viram urgência.

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Vender reservas pode frear a queda temporariamente, mas não resolve a causa: sem consenso político, medidas no papel perdem força. O país precisa combinar estabilidade cambial com políticas que preservem direitos e evitem concentração de custos sobre os mais vulneráveis.

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Reflexão final: esta corrida por reservas é um espelho. Mostra limites técnicos, mas revela também um problema político — quem garante que as reformas e austeridade não transfiram a conta para os que menos podem pagar? A resposta vai definir o próximo capítulo da Argentina.

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