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Lula e Flávio Bolsonaro propõem comprar dívidas para aliviar famílias. Analistas alertam: sem atacar as causas, o alívio pode ser curto. 💳

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💳 Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta eleitoral com uma proposta parecida: comprar dívidas com desconto e repassar o alívio a brasileiros negativados. O problema, dizem analistas, começa depois da renegociação. 🧵

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A cena é conhecida por milhões de famílias: o salário cai, as parcelas já têm destino e qualquer imprevisto — remédio, luz, mercado — vira mais uma conta para empurrar. Em julho, as dívidas consumiam 28,7% da renda das famílias, recorde da série do Banco Central.

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No papel, a ideia parece direta. O governo negocia descontos com credores; quem está negativado quita ou renegocia pagando menos. É um respiro real para quem carrega juros e multas há meses — às vezes, há anos.

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Mas o tamanho do problema ajuda a explicar a cautela: a Serasa calcula R$ 592 bilhões em dívidas vencidas, com 83,9 milhões de pessoas negativadas. Em média, são quatro dívidas por pessoa e cerca de R$ 7 mil pendentes.

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E nem tudo é cartão ou empréstimo bancário. Cerca de 55% desse estoque vem de contas como água, luz, telefone e varejo. Ou seja: para muita gente, inadimplência não é excesso de consumo; é orçamento insuficiente para despesas básicas.

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O Desenrola, lançado em 2023, já mostrou que renegociações podem melhorar os indicadores no curto prazo. Só que especialistas apontam um limite: se juros altos, crédito caro e ofertas agressivas seguem intactos, a porta de entrada para novas dívidas continua aberta.

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A disputa eleitoral promete apagar parte do incêndio. O desafio de negócios e política pública é impedir que ele recomece: crédito mais transparente, educação financeira acessível e proteção contra práticas predatórias podem valer mais do que uma renegociação isolada.

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