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Resumo em 10 segundos

📈 O número cresceu pouco em agosto, mas a composição da dívida mudou de forma relevante: mais da metade agora acompanha a Selic.

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A dívida pública federal atingiu R$ 9,29 trilhões em agosto. 📈 Mas o dado que realmente muda a história está na composição: 52,74% dela agora está atrelada à Selic — o maior nível desde o início da série, em 2000. 🧵

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À primeira vista, o avanço parece pequeno: só 0,04% ante julho. O estoque subiu porque os juros incorporados no mês superaram o resgate líquido de títulos. Em uma dívida desse tamanho, porém, cada variação na taxa básica ganha escala bilionária.

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O protagonista são as LFTs, títulos pós-fixados do Tesouro. Elas acompanham a Selic: quando o Banco Central eleva os juros, o custo de carregar essa parcela da dívida sobe quase imediatamente.

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A mudança foi rápida. Em dezembro de 2025, os papéis ligados à Selic eram 48,25% da dívida. Em julho, 51,11%. Em agosto, 52,74% — praticamente no teto de 53% que o Tesouro projetava para o fim do ano.

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Enquanto isso, os títulos corrigidos pela inflação perderam espaço: caíram de 26,02% para 23,22% do estoque, após vencimentos de NTN-Bs. Nas emissões de agosto, quase metade foi de papéis pós-fixados; só em LFTs, foram R$ 95,42 bilhões vendidos.

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O retrato ajuda a entender a cautela do Tesouro. Com incertezas externas e petróleo ainda pressionado, a curva de juros subiu no trecho intermediário. O custo médio da dívida foi a 12,59% ao ano em 12 meses; nas emissões recentes, chegou a 13,96%.

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O Plano Anual de Financiamento estima dívida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao fim de 2026. A questão não é apenas quanto se deve: é quanto custa refinanciar essa conta — e como juros altos reduzem a margem do orçamento para investimentos e serviços públicos.

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