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Resumo em 10 segundos

A inflação caiu, mas o PIB encolheu e o mercado de trabalho virou a grande prova do governo Milei rumo a 2027. 🇦🇷📉

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A recuperação que ajudava Javier Milei a vender sua terapia de choque acaba de tropeçar: o PIB da Argentina caiu 0,6% no 2º trimestre. A um ano da campanha pela reeleição, a economia virou protagonista. 🇦🇷📉 🧵

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Em 2023, milhões de argentinos apostaram no outsider libertário com uma expectativa simples: controlar a inflação e encerrar o ciclo de crises. O remédio prometido era duro — austeridade, corte de gastos e mais liberdade de mercado.

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Parte da promessa funcionou. A inflação anual desacelerou para 34%, depois de superar 200% quando Milei assumiu. É uma mudança enorme nos números — mas números macroeconômicos não contam sozinhos a história de uma família.

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O freio veio agora: foi a primeira contração trimestral em dois anos. E economistas já enxergam risco de nova queda no 3º trimestre. Se acontecer, a Argentina entra tecnicamente em recessão.

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Há contraste no retrato: o PIB ainda cresceu 2% em um ano, apoiado por exportações de energia e produtos agrícolas, enquanto importações caíram. Luis Caputo ressalta que 13 de 16 setores avançaram no semestre.

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Mas o ponto sensível está fora das planilhas: emprego e renda. Pesquisas indicam preocupação crescente com a fragilidade do mercado de trabalho — justamente onde os efeitos de uma política econômica chegam primeiro e doem mais.

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Para investidores, a dúvida é política e financeira: apoio menor ao programa pode elevar o risco de mudanças nas reformas fiscais e de mercado depois de 2027. Para a oposição, desemprego e orçamento doméstico serão o campo de batalha.

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A Argentina vive um paradoxo: venceu parte da guerra contra a inflação, mas precisa mostrar que estabilização também significa oportunidade, renda e previsibilidade para quem vive do próprio trabalho. Em 2027, essa será a conta decisiva.

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