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Trump quer chamar IA de “superinteligência” — e diz que quem usar o termo antigo será tratado como “inimigo”. 🤖🗣️

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Donald Trump quer banir “inteligência artificial” do vocabulário oficial dos EUA — e chamou de “inimigo” quem insistir no termo. No lugar, ele exige “superinteligência”. 🤖🧵

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A história começou como uma preferência de linguagem. Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, Trump disse que “superinteligência” soava melhor. Depois, assinou um decreto para que órgãos federais adotassem a nova expressão.

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Agora, em uma publicação na Truth Social, o tom subiu: a Casa Branca trataria como “inimigo” quem usasse “inteligência artificial” em vez do nome que ele considera “mais preciso”. Mas não explicou qual seria a consequência prática.

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Na prática, o decreto vale para o governo, não para empresas privadas. Mesmo assim, o termo já circula no Vale do Silício: a Meta o usou em comunicações internas, e Elon Musk também fala frequentemente em superinteligência no X.

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Não é só semântica. “IA” descreve tecnologias reais, com limites e riscos conhecidos. “Superinteligência” evoca máquinas acima da capacidade humana — algo que ainda é hipótese, não uma tecnologia disponível no mercado.

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Mudar a palavra pode mudar a conversa: desloca o debate de vieses, empregos, privacidade, consumo de energia e segurança para uma promessa grandiosa. E decisões públicas sobre tecnologia precisam de termos claros, não de slogans.

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Enquanto data centers avançam e a IA entra em escolas, hospitais e trabalho, a disputa pelo nome revela uma questão maior: quem controla a narrativa também influencia quais riscos recebem atenção. A tecnologia não muda só porque ganhou um nome mais poderoso.

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