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Resumo em 10 segundos

Enquanto alguns países estocavam doses, muitos ainda aguardavam proteção. Um estudo da USP explica o tamanho dessa desigualdade — e o que o Brasil aprendeu. 💉🌍

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A covid-19 deixou uma lição bem dura: descobrir vacinas rápido não basta se elas não chegam a todo mundo. 💉🌍 Um estudo da USP mapeou o abismo entre Norte e Sul Global na pesquisa, produção e acesso aos imunizantes. 🧵

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Na prática, países ricos concentraram recursos, contratos e doses no começo da pandemia. Já boa parte do Sul Global dependia de importações, acordos internacionais e transferências de tecnologia para proteger sua população.

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A pesquisa, liderada por Ariane de Jesus Lopes de Abreu, analisou literatura científica, leis, políticas públicas, declarações multilaterais, financiamento de P&D e a distribuição de ensaios clínicos.

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Um ponto-chave: quem domina pesquisa, fábricas, insumos e patentes consegue reagir mais rápido numa emergência. Quem não domina essas etapas fica na fila — mesmo quando participou de testes clínicos ou tem grande demanda.

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O Brasil teve uma atuação relevante: ampliou sua diplomacia científica e reforçou capacidades produtivas e institucionais. A articulação entre SUS, ciência, Butantan, Fiocruz e políticas públicas fez diferença num cenário bem complicado.

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Mas o estudo também aponta as lacunas: autonomia científica não se constrói só durante uma crise. Precisa de investimento contínuo em pesquisa, formação de profissionais, infraestrutura, produção local e cooperação internacional.

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A chamada “diplomacia das vacinas” junta ciência e política externa: cooperação em pesquisa, desenvolvimento, produção e transferência tecnológica pode virar uma ferramenta de segurança sanitária e solidariedade entre países.

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Como resumiu o professor Eliseu Waldman, a pandemia foi um “curso completo de saúde pública”. A prova final ainda está em aberto: na próxima crise, vacina vai continuar sendo privilégio de quem pode pagar primeiro?

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