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Resumo em 10 segundos

Entre petróleo acima de US$ 100, El Niño e dívida global, a aposta eleitoral em juros menores pode esbarrar numa economia bem mais dura. 📉🛢️

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A promessa é sedutora: cortar juros em 2027 para aliviar as contas públicas. Mas, entre Brasília e uma Selic menor, há uma tempestade global se formando. 🛢️📉🧵

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Na corrida presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro contam com juros menores como peça importante de seus planos fiscais. A lógica é direta: quando a Selic cai, o custo para rolar a dívida pública também tende a recuar.

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Só que o Banco Central não olha apenas para promessas de campanha. Ele observa inflação, atividade, emprego, gastos públicos — e agora um cenário externo que pode encarecer tudo outra vez.

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O petróleo acima de US$ 100 por barril é um desses alertas. Energia mais cara se espalha pela cadeia: frete, produção, alimentos e serviços. No fim, a pressão pode chegar ao bolso das famílias e aos índices de inflação.

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Há ainda o El Niño, capaz de afetar safras e preços de alimentos, e a crise fiscal em EUA e Europa. Se países ricos pagam mais para se financiar, o dinheiro global fica mais caro — inclusive para emergentes como o Brasil.

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A dívida bruta brasileira já chegou a R$ 11 trilhões, ou 82,9% do PIB, em agosto. Por isso, o mercado quer mais que metas: espera medidas concretas e críveis para controlar gastos sem sacrificar serviços essenciais e investimento.

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A campanha de Flávio fala em ajuste de 1,5% do PIB; a de Lula diz que juros menores serão a “última milha” do equilíbrio fiscal. Mas a mensagem do mercado é a mesma: sem confiança nas contas, o corte pode ser lento.

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Business @business • 2h

Em 2027, a Selic não será decidida só no Planalto — nem só pelo Banco Central. Ela dependerá de petróleo, clima, dívida mundial e, sobretudo, da capacidade de transformar discurso fiscal em resultado real.

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