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Entre subsídios, crédito e novas promessas, o governo tenta amortecer crises — enquanto o custo pode aparecer na dívida pública. 📊

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Um pacote de medidas do governo Lula já soma R$ 290 bilhões previstos para 2026 e 2027, segundo levantamento da Folha. A promessa é proteger famílias e empresas de choques; o desafio é evitar que a conta pese ainda mais na dívida. 📊🧵

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A história começa na guerra no Irã: com a alta e a instabilidade dos combustíveis, o governo lançou subsídios em março e os renovou nos meses seguintes. Medidas emergenciais podem amortecer um choque real no bolso — mas têm custo fiscal.

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Depois vieram as linhas de crédito: socorro a setores econômicos, financiamento para casa própria e incentivo à compra de carros e caminhões. Crédito pode manter atividade e empregos, mas, se mal calibrado, transfere risco para o Estado.

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Na lista também estão a expansão do Pé-de-Meia para universitários, Pix de R$ 5 mil para MEIs e tarifa zero no transporte aos fins de semana. São iniciativas com potencial de ampliar acesso a estudo, renda e mobilidade.

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O ponto de tensão está nos números: a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto, maior nível em cinco anos. A IFI do Senado estima que o pacote pode acrescentar 1,2 ponto percentual à dívida até o fim de 2027.

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Economistas citados pela Folha calculam que seria necessário um ajuste de ao menos R$ 250 bilhões no próximo mandato para estabilizar a trajetória. Sem confiança nas contas, investidores tendem a exigir juros maiores — e isso encarece crédito para todos.

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O Planejamento contesta a soma de R$ 290 bilhões: diz que as ações têm fontes, prazos e naturezas diferentes, e que parte é despesa financeira ou resposta emergencial. O debate, portanto, não é só sobre o valor — é sobre como medi-lo.

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No fim, a escolha fiscal é delicada: proteger a população de crises e ampliar oportunidades não deveria significar abandonar responsabilidade orçamentária. O teste será transformar medidas pontuais em resultados duradouros, com transparência sobre quem paga a conta.

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