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Santas Casas e hospitais filantrópicos seguram uma parte enorme do atendimento público, mas dizem que os repasses estão longe dos custos reais. 🏥

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A Tabela SUS está no centro de uma disputa que parece burocrática, mas bate direto na porta de quem precisa de atendimento. 🏥🧵 Santas Casas e hospitais filantrópicos dizem que os repasses não cobrem o custo real dos procedimentos.

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Funciona assim: a Tabela SUS define quanto o poder público paga pelos atendimentos realizados na rede conveniada. O problema, segundo os hospitais, é que esses valores ficaram defasados diante de gastos com equipe, insumos, remédios e tecnologia.

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As entidades pedem que a remuneração seja equiparada à Tunep, uma tabela com valores maiores, criada pela ANS para calcular quanto planos de saúde devem ressarcir o SUS quando seus clientes usam a rede pública.

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Mas especialistas alertam: copiar uma tabela para a outra pode aliviar o caixa, sem necessariamente resolver o desequilíbrio financeiro. A discussão de fundo é bem maior: qual modelo de pagamento mantém serviços essenciais de pé, de forma estável?

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Isso importa muito porque a rede filantrópica não é coadjuvante. Dados da Confederação das Santas Casas apontam 1.854 estabelecimentos no país. Em cerca de 900 municípios, eles são a única estrutura hospitalar disponível.

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Ou seja: quando uma Santa Casa acumula déficit, não é só uma planilha no vermelho. Pode significar menos leitos, exames adiados, equipe sobrecarregada e pacientes viajando mais longe para conseguir atendimento.

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A controvérsia chegou ao STJ e ao STF, enquanto processos semelhantes seguem suspensos. Decidir o valor do repasse é importante — mas o recado é claro: saúde pública não pode depender de instituições essenciais operando sempre no limite.

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