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Não é só uma crise de caixa: restrições ao trabalho, impostos e bancos estão travando negócios e serviços básicos na Cisjordânia. 💸

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A economia da Cisjordânia está sendo apertada por vários lados ao mesmo tempo: menos gente podendo trabalhar em Israel, receitas fiscais retidas e bancos sob restrições. O resultado? Negócios, salários e serviços públicos no limite. 💸🧵

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A dependência não nasceu agora. Pelos Acordos de Oslo, Israel ficou com enorme influência sobre entradas, saídas, circulação de mercadorias e até fluxos financeiros. O shekel é a moeda dominante, e os sistemas bancários dos dois lados são interligados.

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Na prática, quando milhares de palestinos são impedidos de trabalhar em Israel, não cai só a renda das famílias. Cai o consumo no comércio local, a capacidade de pagar dívidas e a arrecadação que mantém escolas, clínicas e outros serviços rodando.

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Outro ponto-chave: Israel arrecada impostos sobre mercadorias destinadas aos palestinos e repassa esses valores à Autoridade Palestina. Com bilhões de dólares retidos, o governo palestino passou a cortar gastos — inclusive salários e serviços essenciais.

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A saúde mostra como uma crise macroeconômica vira problema pessoal. Segundo o relato, farmácias têm ficado sem remédios, clínicas reduzem dias de atendimento e hospitais operam com menos profissionais. Para pacientes, a planilha vira espera e incerteza.

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Não é um detalhe técnico de finanças: é uma economia inteira com pouca autonomia sobre moeda, fronteiras e arrecadação. Quando o acesso ao dinheiro pode ser restringido dessa forma, empresas quebram, empregos somem e o custo recai primeiro sobre quem já tem menos margem.

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