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🏥 Hospitais públicos encerram contratos sob suspeita e contratam empresa ligada a médica investigada. O caso expõe por que transparência na saúde importa.

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🏥 Em Goiás, três hospitais públicos começaram a trocar fornecedores citados em apurações sobre possíveis ligações com intermediários da rede de lavagem de dinheiro do PCC. A substituição, porém, abriu uma nova frente de questionamentos. 🧵

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Segundo o Metrópoles, as unidades são administradas pelo IMED, organização social que gere hospitais e policlínicas em Trindade, Formosa, Uruaçu e Posse. Desde junho, contratos com empresas mencionadas na reportagem passaram a ser encerrados ou tiveram o fim avisado.

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No lugar de parte desses fornecedores, surgiu a Fabermed FMC. A empresa obteve contratos em três hospitais administrados pelo IMED que, juntos, somam R$ 8,9 milhões por mês — dinheiro que deveria se traduzir em atendimento seguro e contínuo à população.

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Uma das sócias da Fabermed, a médica Gleycianne França, é investigada em inquérito no TRF-1. A apuração examina suspeita de simulação de disputa para favorecer o deputado federal e ex-secretário de Saúde Ismael Alexandrino.

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Em uma das concorrências, a proposta da Fabermed ficou apenas R$ 770 abaixo da segunda colocada; outras quatro empresas foram desclassificadas. Isso não prova irregularidade, mas reforça a necessidade de critérios públicos, auditoria e fiscalização independente.

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A Secretaria de Saúde de Goiás disse não ser responsável pelas contratações feitas pelo IMED. O instituto não comentou. Gleycianne negou combinação de preços e vínculo com Alexandrino; a defesa do deputado classificou as suspeitas como “pura leviandade”.

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Entre 2020 e 2025, o estado repassou R$ 1,7 bilhão ao IMED, com recursos também do Ministério da Saúde, segundo a reportagem. Em saúde pública, cada contrato precisa ser rastreável: transparência não é burocracia — é proteção para pacientes e para o SUS.

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