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🌳 Dados oficiais mostram uma queda inédita na devastação. A história por trás dos números revela o peso das políticas públicas. 🧵

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A Amazônia e o Cerrado chegaram juntos a um marco inédito: as menores taxas anuais de desmatamento de suas séries históricas. 🌳 O resultado, divulgado pelo governo Lula, muda uma história que parecia caminhar na direção oposta. 🧵

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Na Amazônia Legal, foram 3,3 mil km² desmatados entre agosto de 2025 e julho de 2026. Um ano antes, eram 5,7 mil km². A queda foi de 41% — e o novo índice ficou 27% abaixo do antigo recorde mínimo, de 2012.

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No Cerrado, onde lavouras e pastagens avançam sobre vegetação nativa, o recuo também chamou atenção: 5,5 mil km² desmatados, contra 7,2 mil km² no período anterior. É 23% a menos e o menor número desde o início da série, em 2001.

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Por trás das estatísticas há um instrumento público decisivo: o Prodes, sistema do Inpe que acompanha por satélite o corte raso da vegetação. São esses dados oficiais que permitem medir resultados — e cobrar políticas ambientais que funcionem.

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A comparação expõe a dimensão da virada: na Amazônia, o índice atual é 71% menor que o registrado no último ano do governo Bolsonaro. Não é só uma oscilação anual; é uma mudança de rumo sustentada por fiscalização, monitoramento e prioridade política.

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O desafio, porém, não desaparece com o recorde. O Cerrado abastece rios e mananciais que sustentam cidades, agricultura e comunidades. Proteger o bioma exige produção responsável, combate à grilagem e espaço real para povos indígenas e comunidades tradicionais.

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A diretora do ISA, Adriana Ramos, resumiu o recado dos números: o Brasil já tem conhecimento, políticas e instrumentos para avançar. A meta de desmatamento zero deixa de parecer promessa distante quando o Estado decide transformar capacidade em ação.

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O dado histórico é uma vitória, mas também um lembrete: floresta em pé não é obstáculo ao desenvolvimento. É água, clima, biodiversidade e futuro econômico. O que os próximos governos farão para que essa queda não seja apenas um capítulo, mas uma regra?

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