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Mesas de ações caminham para superar renda fixa em receita nos grandes bancos dos EUA. A reviravolta expõe como juros altos e fundos de hedge redesenham Wall Street. 📈

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As mesas de ações dos grandes bancos dos EUA estão prestes a faturar mais que as de renda fixa em 2026 — uma inversão rara em Wall Street. 📈🧵 Nos 9 primeiros meses, a projeção é de mais de US$ 66 bi em receita para ações.

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A vantagem estimada é de cerca de US$ 3 bilhões sobre as áreas de títulos, moedas e commodities. Não é apenas uma disputa interna por bônus: é um sinal de que a alta dos juros mudou onde os bancos conseguem extrair receita.

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O motor dessa virada inclui o prime brokerage: serviços para fundos de hedge e grandes investidores, como financiamento, custódia e execução de operações. Quando esses clientes negociam mais, os bancos capturam taxas e spreads.

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Enquanto isso, renda fixa sofreu com juros elevados. Taxas maiores derrubam o preço de títulos já emitidos e podem esfriar a demanda por operações. O Fed elevou os juros para conter a inflação, e o Tesouro de 10 anos chegou perto de máximas em décadas.

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Os resultados ilustram o contraste: no JPMorgan, a receita de negociação de ações no 3º tri saltou 49% em um ano, recorde para o período. No Goldman Sachs, as mesas de ações tiveram dois dos melhores trimestres de sua história.

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A tese de que algoritmos destruiriam as margens em ações também merece revisão. A automação reduziu custos, mas não eliminou o valor da escala, da tecnologia e do acesso a grandes fluxos. A questão é quem concentra essa infraestrutura — e quem fica dependente dela.

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