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Resumo em 10 segundos

No Agosto Lilás, São José dos Campos reforça um cuidado que une saúde, sigilo e proteção. Entenda o caminho do atendimento 💜

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Vítimas de violência sexual não deveriam precisar reviver o trauma a cada porta que encontram. 💜 Em São José dos Campos, o Ambulatório da Mulher reforça, no Agosto Lilás, uma rede de acolhimento sigilosa e multidisciplinar. 🧵

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O primeiro atendimento ocorre no Pronto-Socorro Ginecológico, com triagem. Depois, a paciente é encaminhada à Sala Lilás: um espaço pensado para receber com privacidade, escuta qualificada e respeito ao tempo de cada pessoa.

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Por que reunir profissionais em uma consulta integrada? Para evitar que a vítima tenha de repetir várias vezes uma experiência traumática. Psicóloga, assistente social, médicos e Vigilância Epidemiológica atuam de forma coordenada.

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Nessa etapa, a paciente recebe informações sobre seus direitos, faz os exames necessários e pode receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis. O cuidado é clínico, emocional e voltado à proteção.

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O acompanhamento continua no Ambulatório da Mulher. O suporte psicológico pode durar até seis meses e, se preciso, há encaminhamento para serviços especializados, como os CAPS. Recuperação não termina no atendimento de urgência.

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Há um desafio importante: de 47 consultas agendadas neste ano, 13 aconteceram e 34 tiveram ausência — 72,3%. Esse dado pede atenção sem culpabilizar pacientes: medo, deslocamento, trabalho, segurança e sofrimento psíquico podem dificultar o retorno.

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Confirmar ou cancelar consultas ajuda a rede a atender mais pessoas, mas garantir acesso real também exige serviços próximos, horários viáveis e acolhimento contínuo. Em violência sexual, cada retorno pode ser uma nova chance de cuidado e proteção.

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