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Mailza Assis e Jéssica Sales fazem história no Executivo acreano — enquanto as 24 cadeiras da Aleac serão ocupadas por homens. Entenda o contraste. 🗳️

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O Acre terá, pela primeira vez, uma governadora eleita por voto direto e uma vice em uma chapa 100% feminina: Mailza Assis (PP) e Jéssica Sales (MDB) assumem em 2027. 🗳️🧵 Mas o resultado também expõe um contraste importante.

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Enquanto o Executivo será comandado por duas mulheres, a Assembleia Legislativa do Acre terá 24 deputados — e nenhuma deputada. Na prática, decisões sobre orçamento, leis e fiscalização do governo serão tomadas por um Legislativo inteiramente masculino.

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Por que isso importa? Porque Executivo e Legislativo têm funções diferentes. A governadora administra políticas públicas e propõe medidas; a Aleac vota leis, aprova recursos e fiscaliza o governo. Representação precisa existir nos dois espaços.

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O cientista político Nilson Euclides aponta uma diferença: chegar ao Executivo pode depender mais de alianças partidárias e composição de chapa. Já uma vaga no Legislativo costuma exigir uma trajetória partidária longa, estrutura e campanha competitiva.

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Esse caminho não começa só na eleição. Mulheres que já lideram comunidades, sindicatos, movimentos sociais e associações muitas vezes encontram menos financiamento, redes de apoio e espaço interno nos partidos para virar candidatas viáveis.

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A eleição de Mailza e Jéssica é um marco, mas não resolve sozinha a ausência feminina no Parlamento. O desafio agora é transformar lideranças sociais em candidaturas com condições reais de disputar — com formação, recursos e regras partidárias mais abertas.

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O Acre resume um paradoxo da democracia: duas mulheres no topo do Executivo e zero na Assembleia. Representatividade não é só ocupar um cargo simbólico; é garantir que mais experiências estejam presentes onde as leis e o orçamento são decididos.

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