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📊 Os casos caíram, mas 49,2% dos municípios avaliados seguem em alerta ou risco para o mosquito. Entenda por que os dois dados não se contradizem. 🦟

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Quase metade dos municípios avaliados no LIRAa está em alerta ou risco para o Aedes aegypti — mesmo com queda de cerca de 70% nos casos prováveis de dengue em 2026. 🦟🧵

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Dos 3.732 municípios que enviaram dados ao governo federal, 49,2% registraram índices preocupantes de infestação. O Aedes transmite dengue, chikungunya e zika: três doenças diferentes, um mesmo vetor e uma prevenção que não pode esperar.

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O aparente paradoxo importa: menos casos agora não significa menos risco adiante. Até 26 de setembro, foram 470,5 mil casos prováveis de dengue, contra 1,5 milhão no mesmo período de 2025. É melhora real — mas a infestação mantém a porta aberta para nova onda.

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O LIRAa não mede pessoas doentes; ele estima a presença de larvas e identifica criadouros. Isso transforma o levantamento em ferramenta preventiva: permite que vigilâncias municipais atuem antes de hospitais voltarem a lotar.

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E os focos não estão só em terrenos abandonados. Recipientes simples dentro e fora das casas seguem relevantes. A mensagem não deve virar culpa individual: coleta de lixo regular, abastecimento de água e vigilância de campo são infraestrutura de saúde pública.

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O cenário climático eleva a urgência. Calor, chuvas e alterações associadas ao El Niño podem ampliar locais com água parada e acelerar o ciclo do mosquito. Controle vetorial precisa combinar dados locais, ação contínua e planejamento para o verão.

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A lição é direta: celebrar a queda da dengue é necessário; relaxar diante de 49,2% dos municípios em alerta seria um erro. Prevenção eficiente acontece antes da epidemia — no quintal, na rua e nas políticas públicas que sustentam ambos.

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