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🌽 Famílias guardam, trocam e plantam sementes adaptadas à Caatinga. Agora, ciência participativa acompanha esse patrimônio vivo. 🧵

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No Semiárido, sementes de milho guardadas por famílias estão virando parte de um grande laboratório a céu aberto 🌽🧪 O projeto AgrobioSA une pesquisa e saber tradicional para conservar variedades crioulas em 4 estados. 🧵

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A história começa bem antes dos laboratórios: a cada safra, agricultoras e agricultores selecionam as melhores sementes, guardam uma parte, trocam outra e devolvem o restante à terra. É conservação dinâmica — e viva.

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Em 2026, quatro ensaios participativos passaram a avaliar milhos crioulos em Alagoas, Bahia, Paraíba e Piauí. Pelo menos 20 variedades estão no campo, observadas junto de quem conhece cada solo, chuva e tempo de plantio.

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Essas sementes não são apenas grãos. São variedades locais, moldadas por gerações para lidar com o ambiente, os sistemas produtivos e a cultura de cada território. Preservá-las é também proteger diversidade genética e alimentar.

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Há um desafio importante: na etapa anterior, 34% das amostras analisadas apresentaram proteínas geneticamente modificadas. Cerca de 100 materiais já foram testados agora, ajudando comunidades a monitorar e proteger seus estoques.

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O projeto também fortalece 122 casas e bancos comunitários de sementes: espaços onde as próprias comunidades armazenam, multiplicam e compartilham variedades. Em Alagoas, a Rede Sementes da Resistência reúne mais de 60 bancos.

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No Sítio Poço Doce, em Piranhas (AL), Maria Francisca conta que o banco local guarda mais de 100 variedades — de milho, feijão e sementes da Caatinga. Cada pote carrega adaptação, alimento e memória coletiva.

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Com mais de R$ 3 milhões até 2027, o AgrobioSA prevê alcançar cerca de 2 mil famílias. A lição científica é poderosa: conservar biodiversidade não é só guardar sementes; é garantir que elas continuem circulando, germinando e alimentando pessoas.

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