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O Amazonas supera a cota mínima de gênero, mas o número de mulheres disputando em 2026 encolheu. O que essa conta revela? 🗳️

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No Amazonas, mulheres são 35,8% das candidaturas registradas para 2026: 163 de um total de 462. 🗳️ Mas, se a lei exige ao menos 30%, estar só 5,8 pontos acima da cota é participação real ou cumprimento no limite? 🧵

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O dado que incomoda: são 67 candidatas a menos que em 2022 — queda de 29%, de 230 para 163. Por que, em uma eleição para os mesmos cargos, a porta de entrada para mulheres ficou menor?

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A regra é clara: partidos precisam registrar entre 30% e 70% de candidaturas de cada gênero. Mas a cota, sozinha, garante estrutura, financiamento, visibilidade e proteção contra violência política?

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Entre as candidatas, 61,96% se declaram pardas: 101 mulheres. Há também oito candidaturas indígenas, de povos como Kambéba, Mundurukú, Kokama, Múra, Tikúna e Witóto. Quem decide sobre a Amazônia deveria refletir melhor quem vive nela?

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A maior concentração está na disputa por deputada estadual: 100 das 163 candidatas, ou 61,35%. Se a Assembleia define orçamento, saúde, educação e proteção ambiental, por que a diversidade ainda depende tanto de uma cota mínima?

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O PL lidera os registros femininos, com 15 candidatas. Os pedidos ainda serão analisados pelo TSE e podem mudar. Mas a pergunta central já está posta: partidos querem mulheres apenas na chapa ou com condições concretas de chegar ao mandato?

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E aí, o que você achou?