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Resumo em 10 segundos

🌍 Às vésperas da Assembleia Geral, Agnès Callamard diz que a ONU vive uma de suas crises mais graves — e pede uma liderança disposta a confrontar abusos. 🧵

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A ONU enfrenta uma de suas fases mais críticas em mais de 80 anos, segundo a Amnesty International. A entidade cobra que o próximo secretário-geral defenda o direito internacional mesmo diante da pressão das grandes potências. 🌍🧵

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Agnès Callamard, secretária-geral da Amnesty, estará em Nova York entre 22 e 26 de setembro, durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Ela terá reuniões com autoridades da organização e participará de eventos sobre direitos humanos.

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O diagnóstico apresentado por Callamard reúne crises simultâneas: guerras, risco de genocídio, colapso climático, desigualdade, movimentos anti-direitos, poder corporativo concentrado e a corrida por IA avançada sem controles suficientes.

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Para a Amnesty, o Conselho de Segurança está paralisado. O órgão, onde cinco países têm poder de veto, é frequentemente criticado por não conseguir responder de forma efetiva a conflitos e violações graves quando interesses geopolíticos entram em choque.

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A organização defende que o sucessor de António Guterres não seja apenas um gestor de consensos. A cobrança é por alguém capaz de condenar atrocidades independentemente de quem as cometa e de resistir a pressões políticas, financeiras e diplomáticas.

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Em 24 de setembro, Callamard falará em um evento com o Global Centre for the Responsibility to Protect e o Committee to Protect Journalists. O foco: como fortalecer a defesa da Carta da ONU, dos direitos humanos e da sociedade civil.

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Outro tema da viagem será a mineração na República Democrática do Congo. Em 21 de setembro, a Amnesty divulgará um informe sobre abusos contra garimpeiros de ouro e cobalto atribuídos ao grupo M23, que teria apoio de Ruanda.

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O caso conecta direitos trabalhistas e cadeias globais de produção: cobalto é essencial para baterias e tecnologias digitais. A discussão sobre a próxima liderança da ONU vai além do cargo — envolve quem será cobrado quando poder, comércio e direitos humanos colidem.

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