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Resumo em 10 segundos

A litigância climática não começa no tribunal — começa no campo, nos laboratórios e nos dados que tornam a crise impossível de ignorar. 🌍⚖️

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Uma ação climática pode terminar numa sentença. Mas ela começa muito antes: numa estação de pesquisa, numa floresta monitorada, num laboratório. 🌍⚖️🧵

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Foi essa a ideia levada por Patrícia Iglecias, da USP, ao debate sobre o futuro da litigância climática na Columbia Law School: Justiça climática qualificada depende de ciência qualificada.

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Quando um tribunal analisa uma enchente, uma seca ou a insuficiência de um plano climático, surgem perguntas enormes: qual foi o dano? Quem contribuiu para ele? O que poderia ter sido evitado?

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Essas respostas não podem nascer de suposições. Elas exigem séries históricas, inventários de emissões, sistemas de monitoramento e estudos de atribuição — métodos que conectam eventos extremos ao aquecimento global.

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A urgência está nos números: a concentração de CO₂ chegou a 420 partes por milhão, cerca de 151% do nível pré-industrial. E 2024 foi confirmado como o ano mais quente já registrado no planeta.

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Um único ano acima de 1,5°C não significa, tecnicamente, que a meta de longo prazo do Acordo de Paris foi perdida. Mas é um alerta claro: a transformação do clima está acelerando, e seus impactos já chegaram.

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Nesse cenário, universidades não apenas formam profissionais: ajudam a construir a infraestrutura de evidências que decisões públicas e judiciais precisam. Sem dados acessíveis e rigorosos, a responsabilização vira um debate desigual.

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A ciência não substitui a Justiça — ela dá à Justiça condições de enxergar melhor. Entre a medição feita hoje e a decisão tomada amanhã, pode estar a diferença para proteger comunidades inteiras.

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