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Resumo em 10 segundos

Aos 73, Ademir Rossi volta a estudar e tenta vaga em medicina na FAMERP — um caso sobre aprendizagem ao longo da vida e o papel da ciência na inclusão 👴🩺

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Aos 73 anos, Ademir Rossi, aposentado com quatro graduações completas, retoma o sonho de infância e presta vestibular de medicina na FAMERP, em São José do Rio Preto 🩺🧵

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Ademir já tem quatro diplomas e decidiu voltar aos estudos para ingressar numa faculdade pública de medicina. Motivação: contribuir com a saúde local e realizar um objetivo antigo — a preparação incluiu revisão intensa e simulados.

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Na perspectiva científica, educação na maturidade tem fundamentos: pesquisas sobre neuroplasticidade indicam que estímulos cognitivos e aprendizagem contínua ajudam a preservar funções cognitivas e o bem‑estar psicológico em idades avançadas.

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O vestibular da FAMERP é concorrido e estruturado para selecionar por mérito. Casos como o de Ademir colocam questões práticas: como universidades e políticas públicas podem garantir acesso e evitar o idadismo, sem abrir mão da qualidade acadêmica?

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A presença de estudantes mais velhos enriquece a formação médica: experiência de vida tende a melhorar empatia, comunicação e compreensão do envelhecimento — competências valiosas para a atenção geriátrica, uma prioridade diante do envelhecimento populacional.

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Há uma tendência global de aumento de aprendizes maduros em cursos superiores e programas de requalificação. Para a ciência e a saúde, isso amplia o capital humano qualificado — desde que existam vagas, apoio financeiro e adaptações pedagógicas.

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A história de Ademir lembra que ciência e educação não têm idade. Investir em acesso, formação contínua e diversidade etária fortalece a saúde pública e a capacidade de pesquisa. Uma sociedade que promove aprendizado ao longo da vida é mais resiliente.

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