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🗳️ Cury levou 2,89% no 1º turno e declarou apoio a Flávio Bolsonaro. O acordo traz promessas sociais, mas também impõe um teste de compromisso público.

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Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno — e diz que não entregou um “cheque em branco”. 🗳️🧵 Com 2,89% dos votos, o escritor entra numa disputa em que a diferença para Lula foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

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Os quase 3,5 milhões de votos de Cury não são automaticamente transferíveis. Eleitores não são propriedade de candidatos — e, no 2º turno, propostas concretas, rejeição e confiança costumam pesar mais que endossos de última hora.

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Segundo Cury, o apoio veio após conversa “olho no olho” e a assinatura de um termo público. A ideia é relevante: compromissos registrados permitem cobrança. Mas assinatura sem metas, orçamento, prazos e transparência pode virar apenas peça de campanha.

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O termo cita telemedicina, proteção às mulheres, valorização e melhores salários para professores, crédito a microempresas e cooperativismo. São pautas com impacto direto na vida real — desde que não sirvam para substituir o fortalecimento do SUS, da escola pública e da proteção social.

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Há também a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos. O desafio é enorme: produção não pode significar mais desmatamento, concentração fundiária ou precarização no campo. Sustentabilidade exige fiscalização, assistência técnica e crédito acessível.

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Cury é o quarto presidenciável a apoiar Flávio, ao lado de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Clariana Barão. Juntos, eles somaram 5,37% dos votos válidos. Na matemática eleitoral, é um bloco relevante; na política, cada apoio cobra coerência.

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A frase mais importante do anúncio talvez seja a promessa de independência. Em uma eleição apertada, “pacificação nacional” não pode ser só slogan: depende de respeito às instituições, combate à desinformação e políticas que reduzam desigualdades. O teste começa agora.

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