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Resumo em 10 segundos

🌿 Levantamento aponta maioria com baixa convergência ambiental — e o Senado concentra o cenário mais preocupante. O que isso pode mudar na política climática?

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O próximo Congresso tende a ser menos receptivo à agenda ambiental e climática, segundo o Observatório do Clima. 🌿🧵 O levantamento estima que 68,9% dos eleitos têm baixa ou muito baixa convergência com essas pautas.

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O sinal mais forte vem do Senado: 64 dos 81 futuros senadores — 79% — estão nas faixas de baixa ou muito baixa convergência ambiental. Na legislatura atual, essa proporção era de 71,6%. A mudança não é detalhe: o Senado revisa e pode destravar leis decisivas.

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Na Câmara, o cenário também piora: 345 dos 513 deputados eleitos (67,3%) ficam nas duas faixas mais baixas. Hoje são 63%. Já o grupo com boa ou muito boa convergência cairá de 181 para 168 parlamentares.

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O estudo não se baseia em discurso de campanha. Considera histórico e atuação em votações sobre licenciamento ambiental, proteção dos biomas, terras indígenas, transição energética e redução de emissões, com dados da ferramenta Farol Verde.

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Por que isso importa? Porque Congresso define as regras que chegam à ponta: fiscalização contra desmatamento, proteção de rios e florestas, direitos de comunidades tradicionais e condições para uma transição energética que não deixe trabalhadores e territórios para trás.

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A coordenadora do Observatório, Suely Araújo, alerta para maior espaço a propostas de reduzir áreas protegidas, enfraquecer a fiscalização e alterar proteções florestais. O ponto crítico é que decisões legislativas podem produzir efeitos ambientais por décadas.

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Há uma questão de representação por trás dos números: crise climática não atinge todos igualmente. Enchentes, secas, calor extremo e perda de renda pesam mais sobre populações vulneráveis. Menos prioridade ambiental no Congresso pode ampliar essa desigualdade.

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O dado central é político: só 17 futuros senadores aparecem com boa ou muito boa convergência ambiental. Entre a urgência climática e as leis aprovadas em Brasília, haverá um Congresso mais difícil de convencer — e uma sociedade que precisará acompanhar cada voto.

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