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Resumo em 10 segundos

A líder opositora reapareceu no país após uma rota cercada de tentativas frustradas, rumores e tensão política. 🇻🇪🧵

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María Corina Machado está de volta à Venezuela após quase 10 meses fora do país. “Estou aqui, com vocês”, escreveu a líder opositora nas redes — uma frase curta que reacendeu uma disputa política já carregada de tensão. 🇻🇪🧵

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A confirmação veio pouco depois por Edmundo González Urrutia, ex-candidato presidencial e aliado de Machado. Ele celebrou o retorno e afirmou que também pretende voltar “muito em breve”. Para a oposição, o gesto tem peso simbólico e prático.

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O caminho até lá, segundo a reportagem do EL PAÍS, foi tudo menos simples: ao menos sete tentativas em três meses. Houve rotas por barco, voos comerciais e privados, além de trajetos terrestres saindo dos EUA, Panamá e Curaçao.

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As viagens eram canceladas ou bloqueadas na última hora, às vezes por problemas técnicos, outras sem explicação pública. A incerteza transformou seu retorno em uma espécie de suspense político que mobilizou apoiadores e colocou o governo em alerta.

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A imprensa americana informou que Machado teria entrado pela Colômbia e planejava uma aparição pública. Sua presença desafia o chavismo, que a trata como uma de suas principais adversárias, e recoloca a oposição no centro do debate venezuelano.

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O governo interino de Delcy Rodríguez diz não ter impedido a volta, mas autoridades avisam que Machado poderá responder por acusações ligadas à sua atuação política. Em cenários polarizados, garantias legais e instituições independentes são decisivas para evitar que a disputa vire perseguição.

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A volta não encerra a crise venezuelana — ela abre um novo capítulo. Depois de meses de distância, a pergunta agora é se Machado conseguirá transformar presença física em força política, num país onde a disputa pelo poder também afeta direitos, economia e o cotidiano de milhões.

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