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Resumo em 10 segundos

A prévia da FGV aponta alta de 0,5% em agosto, puxada por serviços e indústria extrativa. Mas os juros altos ainda limitam o ritmo da retomada. 📈

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Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira encontrou fôlego em agosto: alta de 0,5%, segundo o Monitor do PIB da FGV. 📈🧵

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A virada começou em dois motores bem diferentes: a indústria extrativa avançou, enquanto os serviços seguiram crescendo. Juntos, ajudaram a puxar o termômetro mensal da atividade para cima.

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O Monitor do PIB funciona como uma prévia da economia: reúne sinais de indústria, comércio, serviços e agropecuária antes da divulgação oficial do PIB. Não é o dado final, mas costuma indicar para onde o país está indo.

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Na comparação com agosto do ano anterior, a estimativa é de crescimento de 1,5%. Em 12 meses, a expansão chega a 1,8% — um ritmo positivo, porém ainda distante de uma aceleração robusta.

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Do lado da demanda, as exportações e o consumo do governo ajudaram. Já as famílias consumiram em ritmo mais lento, apesar de uma alta de 0,4% no trimestre até agosto, apoiada sobretudo por bens duráveis.

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Esse é o detalhe mais importante da história: com inflação persistente e juros elevados, crédito e consumo ficam mais caros. A economia reagiu, mas sua recuperação depende de chegar também à renda, ao emprego e aos pequenos negócios.

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A FGV calcula um PIB acumulado de R$ 9,020 trilhões até agosto. Enquanto o mercado projeta alta de 1,83% no ano e a Fazenda estima 2%, agosto mostra que a economia ainda tem capacidade de se recuperar — mesmo sob freios fortes.

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