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Resumo em 10 segundos

Dez novos pedidos de proteção após execução de Fontes; o que isso revela sobre segurança de quem enfrenta o crime organizado? 🛡️🧵

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PM de São Paulo recebeu 10 novos pedidos de escolta após a morte do ex-delegado-geral Fontes — cinco magistrados do Tribunal de Justiça e cinco integrantes do Ministério Público pediram proteção 🛡️🧵

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Fontes foi morto a tiros de fuzil ao sair do trabalho, no dia 15 de setembro. Três semanas antes, ele havia dito em entrevista que temia pela própria segurança — um alerta que ficou público mesmo antes do podcast com O GLOBO/CBN sair.

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A história dele tem um arco pesado: décadas no combate ao crime organizado, responsável por condenações contra o líder Marcola, alvo de pelo menos três ordens de execução do PCC — e, ainda assim, sem escolta quando foi assassinado. É o paradoxo de quem enfrenta poderosas facções.

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Hoje a PM faz escolta de sete autoridades em todo o estado. O caso mais emblemático é do promotor Lincoln Gakiya (Gaeco), que vive sob ameaças e anda com mais de uma dezena de policiais. A onda de novos pedidos deixou oficiais e servidores em alerta.

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O que essa corrida por proteção revela? Há uma lacuna entre risco percebido e resposta estatal. Não se trata só de força: é sobre critérios claros, prevenção, e garantir que juízes e procuradores — trabalhadores da justiça — tenham acesso digno e transparente à proteção.

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A morte de Fontes é um ponto de virada. Além do luto, surge um debate público sobre prioridades: proteger quem defende as regras do jogo democrático, evitar concentrações improvisadas de segurança e criar políticas públicas que tornem a proteção mais justa e preventiva.

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