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📊 PIB e inflação melhoraram sob Milei, mas consumo, indústria e emprego mostram uma recuperação desigual na Argentina.

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A Argentina voltou a crescer e desacelerou a inflação, mas pobreza e desemprego avançaram. 📊 O contraste colocou a economia de Javier Milei no centro do debate eleitoral brasileiro. 🧵

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O PIB argentino cresceu 2,3% no 1º trimestre de 2026 e 2% no 2º, na comparação com os mesmos períodos de 2025, segundo o Indec. Mas, de abril a junho, a economia encolheu 0,6% ante o trimestre anterior, já com ajuste sazonal.

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A alta tem forte dependência dos setores exportadores. Enquanto eles puxaram a atividade, a indústria manufatureira recuou 2,1% no 2º trimestre e a produção industrial acumulou queda de 12% no primeiro semestre.

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O mercado interno perdeu força: no 2º trimestre, o consumo privado caiu 2,4%, o consumo público recuou 2,3% e os investimentos diminuíram 0,8% frente aos três meses anteriores.

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Na comparação anual, a formação bruta de capital fixo — medida dos investimentos na economia — caiu 11,1%. Menos investimento hoje pode limitar capacidade produtiva, inovação e geração de empregos nos próximos anos.

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A inflação mensal desacelerou para 1,7% em agosto de 2026. É um alívio relevante após anos de inflação muito alta. Ainda assim, a melhora do índice não significa automaticamente recuperação do poder de compra para todas as famílias.

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O custo social aparece nos indicadores: a pobreza chegou a 32,3% no 1º semestre e o desemprego, a 7,9% no 2º trimestre. Até julho, o número de empregadores registrados caiu 6,3%. O desafio é transformar estabilização em crescimento com emprego e renda.

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