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🇦🇷 O país será o primeiro da América do Sul a vender uma rota de investimento para a cidadania. Entenda valores, regras e o peso econômico da medida. 🧵

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A Argentina anunciou uma rota de cidadania por investimento 🇦🇷💰 O programa, previsto para receber pedidos no 4º trimestre de 2026, oferece passaporte argentino a estrangeiros que fizerem aportes elevados. Entenda como funciona 🧵

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Na prática, haverá 2 caminhos para o solicitante principal: 1) contribuição não reembolsável de US$ 350 mil ao Tesouro Nacional; 2) compra de um título público especial de US$ 800 mil, mantido por 7 anos. O primeiro injeta recursos diretos no caixa público; o segundo vira financiamento de longo prazo para o Estado.

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O programa também permite incluir familiares. Cônjuge e filhos solteiros, sem filhos, entre 18 e 25 anos custam US$ 100 mil adicionais cada. Para filhos menores de 18, o valor adicional é de US$ 25 mil por pessoa.

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Exemplo didático: uma família com dois adultos e dois filhos menores poderia solicitar a cidadania pela modalidade de aporte direto com US$ 500 mil no total. São US$ 350 mil do titular + US$ 25 mil por cada menor. É uma estrutura voltada claramente a famílias de alta renda.

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Por que alguém pagaria isso? O principal ativo é a mobilidade. Segundo o governo argentino, o passaporte do país permite entrada sem visto prévio em mais de 140 destinos, incluindo o Espaço Schengen, além de facilitar a circulação na América do Sul.

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No mercado internacional, esse modelo é chamado de golden passport, ou “passaporte dourado”. A aposta argentina é atrair capital externo num momento em que o país busca fortalecer financiamento e atividade econômica — mas a execução exigirá controles rígidos de origem dos recursos.

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O ponto central é o equilíbrio: investimentos podem ajudar as contas públicas, mas cidadania não pode virar apenas um produto financeiro. Transparência, prevenção à lavagem de dinheiro e regras claras serão decisivas para que o programa gere confiança — e não só arrecadação.

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