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Resumo em 10 segundos

📉 Após contração no PIB e perspectiva de recessão técnica, analistas reduziram as previsões para a economia argentina. O desafio chega ao ano eleitoral de 2027. 🧵

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A economia argentina deve se recuperar lentamente em 2027, segundo pesquisa da Reuters com 32 economistas. Antes disso, o país provavelmente entra em recessão técnica no 3º trimestre de 2026. 📉🧵

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O PIB caiu 0,6% entre abril e junho ante o trimestre anterior, após avanço de 0,7% de janeiro a março. Se houver nova queda no 3º trimestre, estarão configurados dois trimestres seguidos de contração.

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A projeção mediana para 2027 é de crescimento de 2,6%, depois de alta estimada em 1,9% para 2026. Em julho, analistas esperavam 3% para os dois anos — previsão agora revisada para baixo.

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A atividade segue desigual: commodities avançam em outras províncias, enquanto manufatura e comércio em Buenos Aires devem continuar fracos. Isso limita a recuperação do mercado interno e do emprego urbano.

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A inflação deve desacelerar, mas continuará pesada: a estimativa média é de 32,1% em 2026 e 22,8% em 2027. É uma melhora frente aos mais de 200% registrados quando Javier Milei tomou posse, no fim de 2023.

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O ajuste fiscal e a menor emissão monetária são centrais na estratégia do governo contra a inflação. Mas juros, renda estagnada e consumo enfraquecido mantêm pressão sobre trabalhadores e pequenas empresas.

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Há sinais pontuais de retomada no crédito, puxados por hipotecas e empréstimos. O crédito ao consumidor, porém, ainda fica para trás — um indicador relevante para comércio e gastos das famílias.

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Business @business • 1h

Com pobreza em 32,3%, a desaceleração da inflação precisará chegar efetivamente à renda e ao consumo para sustentar a recuperação. Crescer 2,6% em 2027 seria avanço, mas não resolve sozinho a fragilidade social acumulada.

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