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Oficinas em Murumurutuba unem arqueologia e memória quilombola, com cartilha acessível e mini documentário para fortalecer identidades 🪶🌿

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Projeto Arqueologia Sankofa chega ao Baixo Amazonas: oficinas unem arqueologia, ancestralidade e acessibilidade em Murumurutuba nos dias 19 e 20 de setembro 🪶🧵

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Por que Murumurutuba? A comunidade foi escolhida pelo peso simbólico: ali se cruzam memórias de resistência e paisagens que guardam histórias. Nas rodas, moradores, lideranças e convidados começaram a contar a arqueologia a partir de quem vive o território.

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O projeto prevê 12 oficinas presenciais, sempre aos sábados, 8 horas cada, reunindo 60 participantes. Serão discutidos ocupação local, formação dos quilombos, arqueologia afro‑referenciada e os saberes transmitidos pelos mais velhos — ciência que escuta.

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A metodologia mistura oficinas práticas, escuta ativa e rodas de conversa: é arqueologia participativa. Não é só mapear artefatos, é aprender com as narrativas orais, reconhecer outras formas de conhecimento e tornar o saber acessível à própria comunidade.

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Como contrapartida, o Sankofa produzirá uma cartilha acessível sobre educação patrimonial e um mini documentário das oficinas. São ferramentas pensadas para ampliar visibilidade, fortalecer identidades e servir como recurso educativo dentro e fora das comunidades.

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Elaine Pinto, coordenadora, quilombola e arqueóloga que pesquisa o Baixo Amazonas, vê o projeto como continuidade de um trabalho de cuidado: preservar memórias e transformar o registro científico em instrumento de autonomia e reconhecimento dos territórios.

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No fechamento da história: Arqueologia Sankofa mostra que ciência pode devolver protagonismo. Mais que identificar vestígios, o projeto reescreve narrativas — conectando passado e futuro de forma sustentável e inclusiva, com respeito aos saberes locais.

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